After all

Hoje em dia já não acredito mais nisso.

Não acredito mais em felicidade.

Pelo menos eu não acredito que felicidade é para todos.

Analisando toda a minha história até agora, eu não posso dizer que sou uma pessoa desafortunada. Mas também não posso dizer o oposto. Sou bem mediana sabe? Nunca tive muita sorte, mas também nunca tive muito azar, isso me torna uma pessoa ordinária (no sentido de ser comum).

Muitas vezes observei a vida das outras pessoas e me vi como expectadora. Expectadora da vida de todos e nunca a protagonista da minha própria história.

Vi pessoas entrando em saindo da minha vida com facilidade imensa e sinto que não deixei minha marca.

Não fiz diferença alguma na vida das pessoas. 

Talvez este seja o motivo de não me ser permitido a felicidade. Sou uma expectadora. Nunca fiz a diferença, nunca toquei o coração de ninguém.

Nem o meu.

Às vezes eu aceito muito bem isso, mas tem dias que é difícil. É tão difícil que eu simplesmente tenho medo de não sobreviver até o fim do dia; é uma dor excruciante saber que, por mais que eu tente, nada vai mudar; as pessoas vão entrar e sair da minha vida e, por maior que seja a importância que eu dê a elas, nunca vai ser suficiente.

Sabe por que?

Porque eu não sou suficiente.

Não sinto como se eu fosse boa o bastante para absolutamente nada. Então por que eu mereceria a felicidade não?

Já vi muitos me usaram como ferramenta.

Talvez eu seja só isso mesmo: uma ferramente na vida das pessoas. Seja para fazê-las alegres por um tempo, para suprir uma necessidade de amigos ou até mesmo para conseguir objetivos acadêmicos.

Continuarei sendo apenas isso.

Apenas alguém de passagem. Apenas uma ferramenta.

Não culpo as pessoas por agirem assim; eu me comporto da mesma forma.

Simplesmente não me encaixo e não me prendo a pessoas ou lugares.

Me tornei algo efêmero.

Então para que me esforçar tanto?

Acho que eu deveria me esforçar mais para aceitar que eu simplesmente não vou ser feliz e que isso é a minha vida.

Estamos todos de passagem.

Então qual o sentido de sofrer tanto?

Vou me esforçar para ficar o mais próximo possível da satisfação. Acho que isso ainda não me foi negado; acho que isso ainda me é possível.

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Dementadores são reais

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Olá meus leitores lindos e maravilhosos, tudo bem?

Hoje quero falar sobre pessoas que são dementadores. Sei que o nome é algo meio bobo mas foi o melhor que achei…
Sabe aquele tipo de pessoa que não pode ver sua felicidade e alegria que tenta sugar até a última gota de sentimentos bons que há em você? Pois é.

Convivi com uma pessoa assim durante 5 anos. Dentre os mil motivos de eu ter convivido por tanto tempo havia a frágil esperança de que essa pessoa voltasse a ser o que era antes. Não sei direito o que aconteceu, provavelmente o poder da autossuficiência lhe subiu à cabeça, só sei que nos últimos anos se tornou insuportável estar sob o mesmo teto que ela.

Sabe quando absolutamente nada na vida da pessoa está bom porque ela não consegue ser feliz com o que tem e PRECISA te tornar miserável para poder sentir um mínimo de prazer?
Pois é…

Atualmente não vivo em um local tão bom quanto o anterior no aspecto de infraestrutura e luxo mas posso afirmar abertamente que sou uma pessoa feliz agora.

Aí vocês me perguntam: “Então para que revirar o baú com más lembranças?”
Lembra que eu falei que a pessoa não pode ver outras pessoas felizes? Então…

Eventualmente, em dias que me sinto plena e feliz, recebo mensagens dessa pessoa me causando dor de cabeça.
“Por que você não bloqueia essa pessoa?”
Minha maior vontade na vida é fazer isso mas, infelizmente, de nada adiantaria pois ela vem falar comigo por intermédio de outra amiga; também há o fato de eu ter pendências em relação à pintura daquele lugar que morei anteriormente.

Se eu tivesse uns 500 ou até mil reais, juro que eu pagaria a pintura agora para nunca mais precisar falar com aquele dementador que sempre acaba com minha alegria.

O lado bom é que hoje ela não vai estragar nada porque mais cedo EU COMPREI PAÇOCA!!!!!
\o/receita-como-fazer-pacoca-com-amendoim-ickfd-danielle-noce

Bom pessoal, sei que não sou a única que sofre com uma pessoa obsessora na vida mas hoje eu precisava desabafar porque está difícil me livrar desse encosto viu…

Como sempre, vou me desculpar do sumiço, e vou saindo desejando tudo de bom e de melhor pra vocês que leem, me acompanham e tem paciência pra esperar sair um post.

Beijinhos da Mari
:*

Conto: Equecimento

Todos os dias passam por mim muitas pessoas que ignoram minha existência ou simplesmente não percebem que estou ali. Isso tem algumas vantagens, como, por exemplo, sempre sei as notícias em primeira mão e ninguém nunca me incomoda se eu permaneço lá no meu canto, como se não existisse. No entanto, isso se mostrou uma desvantagem em um certo dia. Jamais esquecerei os horrores visto naquele lugar e tudo por causa de minha curiosidade. Contarei a seguir o desenvolver dos fatos.
Era dia normal, como qualquer outro naquela cidade, eu estava novamente sendo ignorada
naquele meu canto quando passou um grupo de homens conversando em um dialeto diferente do meu. Eu nunca havia visto estrangeiros na cidade, portanto, resolvi segui-los. Mal sabia que a conversa era sobre morte e destruição em massa.
Eles seguiam para a cidade vizinha, pude identificar o nome da cidade. Assim que soube que iriam para aquela cidade, resolvi tomar um atalho e ver o que pretendiam.
Eles estavam com um meio de transporte que nunca havia visto, portanto, chegaram antes de mim. Não sei se foi sorte ou azar isso, pois pude presenciar do meu esconderijo a detonação de inúmeras bombas naquela cidade. Aquilo gerou uma nuvem de fumaça tão espessa que continuou avançando para onde eu estava escondida, então tive que correr em direção a uma ponte que havia perto. Quando finalmente a alcancei vi a nuvem de fumaça se desvanecer e os estrangeiros rindo e comemorando. Curiosa me aproximei para ver a cidade. Tudo estava destruído.

Pergunto-me o porquê da minha curiosidade ser maior que meu medo até hoje.

Não contente com a destruição vista de longe me aproximei e adentrei na cidade. Preferia não ter visto nada daquilo.
Haviam partes de corpos espalhados pela rua, ou o que sobrou dela. Quando se encontrava corpos inteiros e com pele, ele logo começava a se desfazer na minha frente. Quis correr mas minhas pernas não se mexiam, tinha medo de que houvesse uma segunda detonação, pois já haviam chegado muitos curiosos como eu naquela cidade. Por fim, continuei a adentrar naquele show de horrores e vi, quase saindo da cidade, algo estranho que não sei se foi ilusão.
Em uma casa tinham duas pessoas. Uma criança brincava com uma bola colorida e um velho estava sentado em um canto. A criança deixou a bola escapar então fui pegar para ela, achando muito estranho eles estarem ilesos. Quando capturei a bola ela fez algo estranho e fugiu da minha mão indo parar nas do velho e, assim que ele a tocou ela começou a ficar com aspecto envelhecido até que esvaziou.
Virei-me para perguntar à criança o porquê daquilo ter acontecido, mas ela havia sumido. Me virei para o velho e ele me disse algo que sei que era muito importante, mas não consigo me lembrar e desapareceu.
Quando dei por mim estava desmaiada fora da cidade. Alguns dias depois eu soube o motivo da destruição daquele lugar.
Tudo ocorreu devido a seu desenvolvimento crescente que estava se destacando e chamando a atenção das nações vizinhas. Para que não houvesse uma guerra, nossa nação entrou em acordo com as outras e resolveu destruir o foco de discórdia acompanhado de milhares de vidas inocentes.
Entre outras palavras, nossa nação nos traiu por um bem maior, segundo eles. Essa traição era para ser mantida em sigilo, algo que não aconteceu e isso acabou por gerar uma guerra civil culminando na queda do imperador e morte da família real.
Mas ainda hoje, sonho com aquele dia e tento me lembrar do recado importante que me foi dado.

Pessoas que importam

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Vejo tantas pessoas no mundo que só enxergam o próprio umbigo, que cultuam um estilo de vida deturpado, que acham o ter muito mais importante que o ser, que valorizam, acima de tudo, a beleza e prestígio.
Me pergunto se, quando crianças, já eram assim, e, se não eram, me pergunto quando se perderam. Será que crescer é se tornar insensível? Amadurecimento é um processo doloroso para todos, isso não serve como desculpa para perder a humanidade.
Isso não é desculpa para tratar alguém como lixo e descartá-lo quando bem entender.
Já tive, na minha vida, pessoas que me trataram como descartável. Após um tempo, você aprende a identificar esse tipo de pessoa e passa a não mais absorvê-las em sua vida.
Depois que aprendi isso comecei a ser feliz. Aprendi a valorizar pessoas que devem ser valorizadas. Aprendi a apreciar e oferecer pequenos gestos de bondade àqueles que precisam e àqueles que me são importantes.
Vi esperança em um mundo que já dava por perdido. Vejo pessoas abrindo mão de tantas coisas por um bem maior, por algo em que acreditam.
Vejo pessoas doando tempo e dinheiro para cuidar de ONGs, animais de rua, pessoas desabrigadas, debilitadas e abandonadas pela própria família. Vejo jovens, adultos e crianças saindo nas ruas em busca de seus direitos e crenças.

Essas são pessoas que importam. Pessoas que devemos manter ao nosso lado.

Quanto às outras, não devemos ignorar, mas, enquanto não houver mudança, elas continuarão sozinhas na própria mesquinhez independente do que façamos.
Ainda não sou uma uma pessoa tão boa para acolher e tentar ajudar esses indivíduos cegos por valores deturpados mas acredito que um dia serei capaz.

Vamos manter e valorizar essas pessoas que importam!large-2

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Rápida e diretamente.

Tem algumas situações na vida em que você se encontra totalmente perdido sem saber o que fazer. Foi o que ocorreu comigo no começo deste ano…
Sabe quando tudo da errado?
Você passa um ano inteiro convivendo com desgraças, pessoas que você conhecia, pessoas que eram próximas morrendo e a única coisa que consegue sentir é inveja?
Inveja porque essas pessoas conseguiram sair do labirinto enquanto você continua preso e sem coragem para se mover. Fica apenas estagnado no mesmo lugar.
Sua vida permanece estagnada e você não sabe o que fazer para coloca – la em movimento, só sabe que continuar desta forma é insuportável.
Te perguntam se esta tudo bem e você, incapaz de demonstrar fraqueza, apenas sorri e fala que as coisas logo vão melhorar. Mas no fundo sabe que não é verdade.
Um dia, ouvi dizer, que a melhor maneira de sair deste labirinto de sofrimento é rápida e diretamente.
Mas a questão é: eu teria coragem de correr em direção à saída?
Quem nunca viveu um drama parecido, em que parecia que tudo estava indo como um trem desgovernado em direção a um precipício?
Só tenho uma coisa a dizer a vocês, caros leitores: não desistam!
Sei que parece impossível, mas sejam teimosos e rebeldes! Não deixem a dor vencer!!!
Afinal, quem gosta de perder, não é?

Beijinhos da Mari.

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Hey my dear depression!

Olá pessoal!!!
Como estão vocês?
Confesso que não ando muito bem, psicologicamente.
Não sei se já comentei, mas já tive, durante minha curta vida, duas crises depressivas muito fortes.
A verdade é que, depois de um tempo, você para de acreditar em contos de fadas e passa a aceitar que esta condição, depressiva, não vai passar, mesmo com remédios e tratamentos, então só resta saber conviver com isso…
Em um dos meus devaneios escrevi algo que gostei muito e, por isso, resolvi vir aqui compartilhar com vocês.
Confesso que não é algo otimista, muito pelo contrário.
Por ser uma pessoa que não acredita em muita coisa e ser desiludida em relação aos seres humanos, vivo tendo crises em que nada parece certo…
Enfim, estão avisados…
Estão por conta e risco agora…
Para quem também sofre de crises depressivas, como eu, se quiser entrar em contato, só clicar no avatar que tem mais informações…
É isso…
Boa leitura..
🙂
Beijinhos não tão doces, da Mari.

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