Conto 2: Anoiteceu

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Olá pessoal!!!
Não sei se vocês gostaram do meu outro conto, mas aqui vai outro.
><
Também é meio terror.

 

Anoiteceu

Antes de falar sobre o que está acontecendo no momento, vou contar um pouco da minha história para você, caro leitor. Recentemente fui transferida a essa escola – internato peculiar, com costumes antiquados e arquitetura que relembra a época medieval. Ao menos uma vez por semana éramos enfileirados no pátio e ouvíamos o discurso patriota de nosso diretor.
Em uma dessas ocasiões, em que ouvíamos tal discurso enfadonho, algo estranho aconteceu. Um grito de desespero e horror foi ouvido vindo de dentro da escola, após alguns instantes vimos um dos empregados sair correndo apavorado. Devido a esse incidente, fomos mandados de volta aos quartos com o aviso de que as aulas seriam suspensas nesse dia.
Curiosa, segui os professores e aquele funcionário amedrontado. Chegando na sala de música pude contemplar uma das cenas mais chocantes da minha vida. Sobre o piano fechado encontrava-se o corpo do nosso professor de música.
Ah, se o que eu tivesse visto fosse somente o corpo não teria sido tão chocante. Havia sangue por todo o lado da sala, o corpo jazia aberto com as entranhas escorrendo ao chão. A garganta do cadáver encontrava-se dilacerada e as pontas dos dedos, que foram arrancadas, encontravam-se em pontos estratégicos da sala, como se fossem enfeites. Horrorizada com tudo, corri de volta ao quarto antes que minha presença fosse notada.
No dia seguinte foi estabelecido um toque de recolher e nos foi avisado que todas as noites a escola seria trancada e, após isso, ninguém mais entraria ou sairia do local.
Como toda boa a velha escola, começaram a surgir boatos. Os boatos diziam que criaturas cruéis e sedentas de sangue habitaram aquele local até alguns séculos atrás. Nunca fui uma pessoa que dava atenção aos rumores, por isso não me preocupei com tais criaturas, eu tinha certeza de que havia um psicopata a solta na região. Portanto, para não correr o risco de me tornar uma vítima de uma pessoa dessas, resolvi levar alguns amigos comigo para recolher plantas medicinais na floresta que cercava a escola.
Acho que ainda não expliquei, mas tenho uma obsessão doentia em relação ao estudo de remédios naturais, pretendo seguir a área de farmacologia assim que me livrar desse pesadelo de escola.

Voltando a minha história, era um dia ensolarado e tudo parecia mais bonito pelo caminho. Por adentrar em uma floresta com árvores altas e densas, a claridade começou a diminuir com o tempo, mas isso não diminuiu a beleza das flores no caminho.

Acabei perdendo a noção do tempo naquele local, eram tantas espécies novas e desconhecidas que me distraí, só voltei à realidade com o grito de uma de minhas amigas. Olhando em sua direção, vi pares de olhos sedentos de sangue que transmitiam a mais pura forma de crueldade que já vi. Me arrependo daquele momento até agora, mas no momento não consegui raciocinar, minha única reação foi correr. Ao longo do caminho eu via corpos destroçados e entranhas reviradas dos meus amigos.
Voltando ao presente, finalmente posso ver minha escola, mas espere, está anoitecendo, o pôr do sol está terminando, os portões estão fechando, me esperem, estou quase lá!
Não! A escola está trancada. Tento gritar e imploro para me deixarem entrar, mas as regras foram claras: “depois do anoitecer ninguém entra”.
Olho para trás e vejo meu destino. Agora, apenas rezo para que minha morte seja rápida e indolor.

 

 

É isso pessoal!!
Espero que tenham gostado!
^^
#Mari

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